Em alusão do Dia do Servidor Público, funcionários municipais e o Sisemcam se reuniram nesta segunda-feira (29) para conscientizar a população sobre as condições de trabalho dos servidores. Foram distribuídos folhetos, mostrando a desvalorização dos servidores de Camboriú.

Desde a fundação do sindicato, em 2014, há uma extensa pauta de reivindicações dos servidores, mas que nunca foi alcançada. “O servidor está cansado, precisa ser valorizado. Tem muitos profissionais competentes que querem sair de serviço público pois já não conseguem sustentar sua família e ter uma vida digna. Como será que vive uma família com uma renda de menos de R$2 mil? Essas são algumas situações que vivencio todos os dias no sindicato”, conta a presidente, Luciana Sobota.

São diversas as reivindicações de todas as categorias. Desde os baixos salários até as condições precárias de trabalho. Professores que têm que tirar do próprio bolso para comprar papel para impressão de trabalhos e provas, escolas sem computadores e sem bibliotecas, além das salas de aula superlotadas. Professores que trabalham 40h e ganham R$1.949,47 no salário base, contra R$3.020,08 na vizinha Balneário Camboriú e R$5.562,83 em Bombinhas.

Camboriú paga os menores salários de toda a região da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí, a AMFRI, mesmo o prefeito Élcio Kuhnen ocupando o cargo de presidente da associação.

“O sindicato está e sempre estará a favor do servidor, e unido em prol de melhorias ao serviço público, no que depender de nós. A nossa intenção é a qualidade de vida para todos os cidadãos, para os servidores e as pessoas que buscam o serviço público”, finaliza a presidente.

Servidores se reúnem para reinvindicar valorização